Tratamento para COVID-19: Veja os medicamentos promissores

Na medida em que o tempo passa, mais notícias saem e novas informações são dadas em relação à pandemia do COVID-19. Hoje, o Informativo do Laboratório Maurilio de Almeida traz  o assunto com informações sobre o tratamento de coronavírus e os medicamentos promissores. A pesquisa foi feita no Minha Vida, com Raquel Muarrek, médica infectologista do Hospital São Luiz de São Paulo.

Coronavírus

O surgimento do COVID-19 causou grande impacto na comunidade científica. Logo, os médicos e pesquisadores de saúde começaram uma corrida para identificar as características do vírus e desenvolver um tratamento efetivo contra os efeitos do vírus.

Aliada à criação de uma vacina, a medicina batalha para descobrir qual é o melhor procedimento para acabar com a doença. Até o momento, estudos científicos têm apostado em medicamentos já existentes, que foram utilizados para combater outros vírus, como o da ebola, HIV e malária.

Segundo a infectologista Raquel Muarrek, as drogas terapêuticas estão sendo utilizadas em casos moderados e graves, sob contexto de pesquisa clínica, uma vez que ainda não há um protocolo de tratamento. A grande questão, nesse sentido, é que os estudos realizados até o momento possuem um número de participantes muito pequeno para afirmar a eficácia dos remédios.

Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) criou um projeto chamado “Solidarity” (solidariedade, em inglês). Trata-se de um ensaio global com quatro medicamentos para tratar a COVID-19. Entenda como age cada um e quais são os efeitos colaterais.

Da triagem ao tratamento

A partir da análise dos sintomas, o paciente será classificado em caso leve, moderado ou severo. Assim, dentro dessa triagem, a falta de ar, por exemplo, pode classificar um caso moderado, enquanto a síndrome respiratória aguda é considerada sintoma de um quadro severo.

De início, Raquel Muarrek, indica a utilização de Tamiflu para reduzir a proliferação do vírus no corpo. Se o paciente apresentar alteração de alguma função vital, de acordo com a médica, o próximo passo seria utilizar outra medicação das que estão sendo estudadas, como a Cloroquina, Hidroxicloroquina, Remdesivir e Kaletra.

Dessa forma, ao decidir pela utilização desses medicamentos, o médico precisa protocolar o tratamento na instituição em que trabalha ou no município, estado ou na instituição federal. Além disso, é preciso que a família do paciente assine um termo de consentimento, para que ela entenda como será feito o uso do medicamento – já que ainda se trata de uma pesquisa clínica.

Ainda não há um protocolo de qual medicação utilizar em casos de COVID-19 nem quais as doses mais indicadas. São estas questões que estão sendo estudadas pelos pesquisadores do mundo inteiro. Veja o que se sabe até o momento sobre:

Cloroquina e hidroxicloroquina

Primeiramente, a Hidroxicloroquina é uma variação da Cloroquina, antiviral que existe há 70 anos e que é prescrito para tratar malária. Ela costuma ser utilizada especialmente nos tratamentos contra doença reumatoide e autoimune.

A cloroquina, além de ter uma composição diferente, é restrita pelo governo, ao contrário da hidroxicloroquina, que pode ser comprada na farmácia. Esses dois antivirais já foram estudados para tratar outras doenças, como o HIV e Zika, por isso, estão sendo utilizados contra o SARS-CoV-2.

Ainda não se sabe como eles atuam no organismo do paciente com coronavírus. No entanto, as próximas pesquisas vão determinar o perfil de segurança adequado, ou seja, a dose ideal e a interação medicamentosa.

No dia 26 de março, o Ministério da Saúde do Brasil aprovou o uso de cloroquina para casos graves de COVID-19. Entretanto, a Anvisa proibiu a compra do medicamento sem prescrição médica, a fim de evitar que a população se automedique e estoque o produto.

Efeitos colaterais

As maiores ressalvas em relação ao uso destes medicamentos são os possíveis efeitos colaterais causados. Tais medicações podem provocar alterações cardíacas, como arritmias, e também alterações visuais e auditivas.

O que dizem as pesquisas preliminares

Estudos clínicos e especialistas sugerem que a cloroquina reduz a replicação do vírus SARS-COV-2 no organismo. Então, uma pesquisa indicou que o medicamento foi utilizado em cerca de 100 pacientes na China, que apresentaram melhora mais rápida do quadro. Além de melhora nas imagens pulmonares e diminuição da pneumonia.

Outro estudo conduzido na França trouxe resultados do uso de Hidroxicloroquina junto com o antibiótico azitromicina em pacientes com COVID-19. Dessa forma, com a combinação das duas drogas, os pacientes obtiveram melhora do quadro em 6 dias.

Remdesivir

Antes de tudo, Remdesivir é um antiviral criado em 2017 para tratar o ebola e, atualmente, passa por testes clínicos contra o SARS-COV-2 em diversos locais do mundo, como China e Estados Unidos. Entretanto, trata-se de uma droga experimental, sem aprovação em nenhum país e que ainda não está disponível no Brasil.

Efeitos colaterais

De acordo com a infectologista Raquel Muarrek, o Redemsivir pode causar algumas reações adversas, como náuseas, vômitos e alterações de transaminases (acarretando em possíveis alterações hepáticas).

O que dizem as pesquisas

Em estudos in vitro, o Remdesivir comprovou-se efetivo no controle da infecção causada pelo SARS-CoV-2. Pesquisas desenvolvidas localmente em diversos países estão utilizando o medicamento, mas ainda são incipientes. São necessários dados de maior qualidade para avaliar sua ação.

Hoje, ficamos por aqui, mas acesse nosso último Informativo, o tema foi Transfusçoes de sangue para tratar a COVID-19. Acesse nossas redes sociais e outros informativos para saber mais, estamos falando frequentemente sobre a pandemia do Coronavírus.

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