O que é autismo e por que chamam de espectro?

Há 40 anos não se ouvia tanto falar em autismo, como hoje, que já temos até vaga para autistas nos shoppings e supermercados. Falando pelo viés da ciência, autismo é um transtorno de desenvolvimento neurológico que pode se manifestar de diversas formas. A pesquisa foi feita no portal MinhaVida

Cada pessoa com a condição apresenta comportamentos repetitivos próprios e interesses fixos diversos, além de sinais que variam de acordo com o grau de comprometimento.

Vamos entender melhor – É justamente por ter características tão diversas e amplas que as formas de autismo foram enquadradas no que chamam de “espectro”.

Sim, vamos esclarecer por que “espectro”? Entenda o termo

O transtorno do espectro autista (TEA) é o que altera o desenvolvimento neurológico, comprometendo sua facilidade de comunicação e interação social, além da organização de pensamentos, sentimentos e emoções. Isso está no ser humano.

O termo “espectro” foi adicionado ao nome do transtorno autista no ano de 2013 justamente por essa condição englobar uma enorme diversidade de sintomas e características. “O autismo não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas afetadas, resultando em um espectro amplo de apresentações clínicas”, explica Anderson Nistche, neurologista pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe de São Paulo.

Por exemplo, uma pessoa autista pode ter habilidades excepcionais em determinadas áreas. Já ouviu falar na série “Uma Advogada Extraordinária”, da Netflix? Então, a personagem principal, Woo Young-woo, é autista, tem um grande talento para o direito e uma extraordinária memória fotográfica. Ou seja, o autista tem uma vida normal, quando se encaixa no autista espectro

Mas outros pacientes com autismo podem enfrentar desafios significativos em várias áreas do desenvolvimento. Tipo – enquanto alguns autistas têm habilidades intelectuais excepcionais em determinadas áreas, como matemática ou música, outros podem ter deficiência intelectual significativa, necessitando de muita ajuda, lembra o neurologista.

Isso mostra que o TEA é um transtorno complexo e que não possui uma manifestação única e uniforme. Inclusive, o diagnóstico e o tratamento também devem passar por uma abordagem individualizada.

“O entendimento do autismo como um espectro destaca a diversidade dentro da comunidade autista e a necessidade de abordagens flexíveis e inclusivas para apoiar o desenvolvimento e a qualidade de vida de indivíduos com TEA”, acrescenta o neurologista.

Quais são os sinais que indicam o autismo e como diagnosticar?

Como vimos, os sintomas de autismo são diversos e podem variar de pessoa para pessoa, então, vejamos no geral, os sinais que fazem parte do espectro incluem:

 

·         Dificuldade de comunicação

·         Atrasos no desenvolvimento da linguagem

·         Dificuldade de compreender metáforas e enunciados simples

·         Dificuldade em estabelecer e manter relações interpessoais

·         Habilidades sociais limitadas

·         Falta de reciprocidade social

·         Padrões repetitivos de comportamento

·         Interesses restritos

·         Resistência a mudanças na rotina